Guia de bairro · Lisboa

Alfama

Alfama ocupa a encosta oriental do centro histórico de Lisboa, entre o Castelo de São Jorge e o Tejo. As ruas estreitas formam uma rede em torno de São Miguel, Santo Estêvão e Chafariz de Dentro, perto da Sé, do Museu do Fado e dos miradouros de Santa Luzia e das Portas do Sol. É um dos bairros que melhor preserva a atmosfera da Lisboa antiga, mas nem sempre é fácil chegar ao alojamento. Em alguns casos, o acesso faz-se por ruas de calçada muito íngremes ou por vários lanços de escadas, e o táxi nem sempre consegue parar à porta.

Telhados de Alfama, com São Vicente de Fora e o Panteão Nacional ao fundo

Em resumo

O que deve saber antes de ficar em Alfama

Ambiente
Mesmo nas ruas mais visitadas, Alfama mantém a vida de bairro, com moradores, pequeno comércio e casas de fado.
Para quem é
É uma boa base para percorrer o centro histórico a pé, desde que as subidas, os degraus e a calçada irregular não sejam um problema.
Conselho prático
Com bagagem, prefira a parte baixa ou confirme com antecedência até onde o táxi consegue chegar e quantos degraus faltam até à entrada.
À noite
As ruas junto às casas de fado e aos restaurantes mantêm-se movimentadas à noite, mas as zonas residenciais podem ficar muito sossegadas.

O carácter

O carácter de Alfama

Alfama é, antes de mais, um bairro onde se vive. Mesmo nas ruas mais frequentadas por visitantes, há moradores, pequenas lojas e casas de fado lado a lado. Os achados arqueológicos mostram que esta parte de Lisboa começou a desenvolver-se no período romano. A rede de becos, escadas e pequenos largos conserva também a marca dos séculos de domínio muçulmano. Na Idade Média, as famílias mais abastadas mudaram-se para oeste, e as zonas baixas do bairro ficaram associadas a marinheiros e pescadores.

O fado faz parte desta história. No Largo do Chafariz de Dentro, o Museu do Fado conta a história de um género que surgiu nos bairros históricos de Lisboa há cerca de duzentos anos. Em junho, Alfama muda de ritmo. Durante as Festas dos Santos Populares, as ruas enfeitam-se, multiplicam-se os arraiais e as noites prolongam-se. Nos dias 12 e 13 de junho, o bairro fica especialmente cheio, com ruas cortadas e outras restrições de trânsito.

Para quem é

Alfama é uma boa opção para si?

Alfama é uma boa escolha para quem dá tanta importância ao ambiente do bairro como ao alojamento em si. É sobretudo indicada para quem quer começar o dia entre ruas antigas, ouvir fado por perto e percorrer o centro histórico a pé. Apesar da proximidade da Baixa e do rio, o ambiente é muito diferente do de uma zona essencialmente comercial.

Não é a opção mais cómoda se alguém do grupo tiver dificuldade com subidas, degraus ou calçada irregular. As famílias com carrinho de bebé e quem viaja com malas grandes costumam encontrar alojamentos de acesso mais fácil na parte baixa de Alfama, junto ao rio. Antes de reservar, pergunte se o percurso até à entrada inclui troços muito inclinados ou lanços de escadas. Se o ruído for uma preocupação, confirme a localização exata do alojamento, sobretudo se houver várias casas de fado por perto ou se a viagem coincidir com as festas de junho. A Baixa costuma ser uma opção mais prática para quem precisa de chegar de táxi à porta, prefere percursos relativamente planos ou procura mais sossego à noite.

Na prática

Deslocar-se e ficar em Alfama

No mapa, um alojamento em Alfama pode parecer muito perto de uma estação ou de um monumento, mas as subidas e as escadas podem transformar um percurso curto numa caminhada exigente. A zona baixa, junto ao Chafariz de Dentro e à Rua dos Remédios, é relativamente fácil de alcançar a partir de Santa Apolónia. Mais acima na encosta, as ruas tornam-se mais íngremes e surgem escadas em percursos que parecem curtos no mapa. As aplicações de navegação nem sempre mostram a inclinação do último troço ou os degraus que terá de subir com a mala.

Pergunte a quem gere o alojamento qual é o percurso mais cómodo, mesmo que não seja o mais curto. Confirme se um táxi pode parar à porta, quantos degraus há no exterior e no interior do edifício, se o elevador chega ao piso do quarto e se é possível guardar a bagagem. O elétrico 28E passa por vários dos locais mais conhecidos de Alfama, mas não é a melhor opção para chegar com bagagem. Os elétricos são pequenos e a viagem torna-se incómoda quando vão cheios; além disso, o percurso pode sofrer desvios. Com bagagem, costuma ser mais cómodo apanhar um autocarro até uma paragem próxima ou pedir ao táxi que o deixe no local mais próximo onde possa parar. A partir daí, faça a pé o último troço, seguindo as indicações do alojamento.

Regressar à noite

Alfama à noite

Nos elétricos cheios e nas paragens movimentadas de Alfama, mantenha o telemóvel e a carteira bem guardados e a mala fechada, porque os carteiristas aproveitam os momentos de distração. À noite, continua a haver movimento junto às casas de fado e aos restaurantes, enquanto as ruas residenciais podem ficar muito sossegadas. Guarde no telemóvel a localização do alojamento e as instruções de entrada antes de sair, para não ter de se orientar entre becos se ficar sem rede. Tenha também cuidado com a calçada e os degraus, sobretudo quando estão molhados.

Transportes

Ligações a partir de Alfama

Alfama não tem estação de metro. Santa Apolónia, na linha Azul, é a opção mais útil para a parte oriental do bairro e para as ruas junto ao rio. A estação do Terreiro do Paço, na mesma linha, fica a oeste do bairro, perto da Sé. O elétrico 28E para junto à Sé e aos miradouros de Santa Luzia e das Portas do Sol, situados numa zona mais alta da encosta. Há também autocarros com paragem no Chafariz de Dentro, mais perto do rio. Mesmo assim, para chegar a muitos alojamentos, ainda é preciso fazer o último troço a pé.

Antes de sair, consulte os avisos de serviço da Carris, a empresa que gere os autocarros e os elétricos de Lisboa. As obras, as procissões religiosas e os grandes eventos podem provocar desvios ou suspender temporariamente algumas carreiras.

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