Galerias, galeotas reais e aeronaves
90–150 min
Tempo para as coleções principais e o pavilhão, permitindo concentrar-se nos temas que lhe interessam. Os entusiastas podem facilmente ficar mais tempo.

Museu de história marítima · Belém
Museu de Marinha
Comece por navios em miniatura e termine junto aos longos cascos das galeotas reais. O Museu de Marinha, em Belém, desperta a curiosidade por barcos, navegação e pelas pessoas que trabalharam no mar.
De relance
90–150 min
Tempo para as coleções principais e o pavilhão, permitindo concentrar-se nos temas que lhe interessam. Os entusiastas podem facilmente ficar mais tempo.
Fotografias
O que ver
O Museu de Marinha ocupa parte do conjunto dos Jerónimos e um grande pavilhão separado, em Belém. As coleções passam de modelos e objetos de navegação para embarcações cerimoniais em tamanho natural e aeronaves. A mudança de escala é um dos prazeres da visita: depois de observar cordames minúsculos, encontra-se junto a embarcações suficientemente grandes para transformar a sala.
O museu ganha especial interesse quando se observa como as coisas eram feitas e usadas. Um modelo de navio pode revelar uma disposição de conveses ou de velas difícil de compreender numa embarcação em tamanho natural. As galeotas reais mostram como um barco prático se tornou instrumento de cerimónia, enquanto os aviões prolongam a história da atividade marítima portuguesa para além da superfície do mar. É uma coleção ampla, não apenas uma sala dedicada a viagens célebres.
Quem se interessa por navios, modelismo, navegação ou história naval tem bons motivos para vir. As famílias com uma criança entusiasta de barcos ou aviões também podem encontrar muito sobre o que conversar. Grande parte da experiência consiste em observar objetos e ler o seu contexto, por isso é mais indicada para uma curiosidade paciente do que para a expectativa de atividades práticas constantes.
Olhar de perto
Olhe para além da primeira impressão dos cordames delicados. Os modelos permitem comparar cascos, velas e a organização dos conveses de diferentes tipos de embarcação. Escolha alguns que lhe interessem e observe a sua função: transportar mercadorias, combater, pescar ou navegar num rio. A coleção torna-se muito mais fácil de acompanhar quando se pergunta para que foi concebido cada barco.
As cartas e os instrumentos apresentam o problema de determinar uma posição e manter um rumo. Também proporcionam uma pausa útil na observação dos modelos. Um objeto que parece pouco claro numa vitrina torna-se mais interessante quando se imagina depender dele longe de uma costa conhecida. Leia a explicação de alguns exemplos em vez de tentar assimilar todas as legendas técnicas.
O Bergantim Real, construído para D. Maria I em 1780, é uma embarcação cerimonial de escala extraordinária. O casco longo e a talha dourada destinavam-se a impressionar durante as deslocações reais no Tejo. Caminhe ao longo da embarcação para apreciar o seu comprimento e volte depois aos pormenores escultóricos. Servia tanto para ostentação como para transporte.
O pavilhão também contém aeronaves da aviação naval, incluindo o Santa Cruz, ligado à primeira travessia aérea do Atlântico Sul, em 1922. Foi o terceiro avião usado nessa expedição, não uma máquina que fez toda a viagem sozinha. Vê-lo junto aos barcos alarga o tema do museu da vida no mar para uma história mais ampla da navegação.
A perspetiva dos visitantes
A passagem dos modelos minuciosos para as embarcações em tamanho natural destaca-se nos relatos que lemos. Os visitantes interessados em história marítima encontram muitas vezes mais para ver do que esperavam, e as galeotas reais recebem elogios especiais. Vários referem que gostariam de ter tido mais tempo, sobretudo depois de chegar ao pavilhão perto do fim da visita.
A apresentação tradicional não agrada a todos da mesma forma. Algumas famílias acham as exposições cativantes; outras preferiam mais interação, sobretudo para crianças com pouco interesse em navios. A coleção convida a observar e comparar, por isso o entusiasmo pelo tema faz uma diferença considerável.
Guarde tempo e atenção para as embarcações maiores. Se as primeiras vitrinas começarem a parecer todas semelhantes, avance em vez de sentir obrigação de estudar cada modelo. O pavilhão oferece uma nova noção de escala e é demasiado importante para ficar reduzido a uma espreitadela apressada à saída.
Opiniões consultadas:
História

D. Luís I fundou o Museu de Marinha em 1863. O rei tinha servido como oficial de marinha, e a nova instituição destinava-se a preservar materiais ligados ao passado marítimo português. A sua história também teve perdas: um incêndio em 1916 destruiu parte da coleção.
Uma grande doação de Henrique Maufroy de Seixas, em 1948, ampliou o acervo do museu. As coleções acabaram por ser transferidas para os Jerónimos em 1962. Abrangem comércio, pesca, serviço naval e lazer, dando ao mar um lugar na vida quotidiana de trabalho, além da evocação nacional.
As embarcações cerimoniais do pavilhão transportaram membros da realeza e outros passageiros ilustres no Tejo. O bergantim de D. Maria I continuou a ser usado muito depois do seu reinado, tendo feito a última saída oficial durante a visita da rainha Isabel II, em 1957. Essa longa vida em serviço recorda que os objetos históricos nem sempre se tornavam peças de museu logo após a morte de quem os encomendara.
Planear a visita
Consulte o site oficial para horários e informações atualizadas sobre bilhetes.
Informações oficiais ↗A zona
O museu fica na Praça do Império, na parte ocidental do conjunto dos Jerónimos. A igreja, o claustro, o Museu de Arqueologia e o Museu de Marinha têm entradas e condições de visita distintas. Siga especificamente as indicações para o Museu de Marinha. Os jardins da Praça do Império permitem uma pausa fácil ao ar livre depois da visita.
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Perguntas sobre o lugar
Não. Ocupa parte do mesmo conjunto histórico, mas é um museu separado, com condições de visita próprias. Siga a entrada do Museu de Marinha.
Há ambos. As galerias contêm extensas coleções de modelos, enquanto o pavilhão apresenta galeotas cerimoniais e outras embarcações em tamanho natural, além de aviões históricos.
Guarde tempo suficiente para o pavilhão e as suas galeotas reais. A escala cria um contraste marcante com as galerias de modelos, e são uma parte importante do museu, não um pequeno extra no fim.
Cerca de 90 minutos a duas horas e meia são adequados para uma visita geral. Quem gosta de modelos de navios ou de história naval pode querer mais tempo. A estimativa inclui o pavilhão e as galerias principais.
Pode ser, sobretudo para crianças interessadas em barcos ou aviões. As embarcações em tamanho natural dão uma noção imediata da escala. Grande parte da coleção está apresentada de forma convencional, por isso escolha alguns objetos para explorar em conjunto em vez de esperar que todas as salas sejam interativas.
Equipa editorial da Visitar
Este guia baseia-se em informações oficiais para visitantes, documentação histórica e das coleções e uma seleção de opiniões individuais de viajantes.
Os tempos de visita são estimativas. O guia foi elaborado a partir de fontes publicadas, sem uma inspeção no local. As datas das fotografias constam das legendas da galeria.
Conteúdo revisto: · Visitar.com
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