Vela de pedra e figuras esculpidas do Padrão dos Descobrimentos iluminadas contra o céu noturno.
O monumento depois de anoitecer, fotografado em 2021.

Monumento e miradouro · Belém

Padrão dos Descobrimentos

Padrão dos Descobrimentos

Um navio de pedra aponta para o Tejo, com figuras do passado português nos seus conveses. Percorra os dois lados, observe o mapa aos seus pés e aprecie Belém do alto.

De relance

Essencial

Zona
Belém
Tipo
Monumento e miradouro

Quanto tempo reservar

Esculturas e rosa dos ventos

20–30 min

Tempo para percorrer os dois lados, observar o mapa no pavimento e tirar fotografias junto ao rio.

Monumento e miradouro

45–75 min

Reserve tempo para o exterior e para uma visita ao interior, incluindo o terraço. Conte com mais tempo se quiser explorar os espaços de exposição.

O que ver

Porquê visitar Padrão dos Descobrimentos

O Padrão dos Descobrimentos ergue-se junto ao Tejo, em frente ao Mosteiro dos Jerónimos. As enormes figuras esculpidas e a torre em forma de vela são visíveis de longe ao longo da frente ribeirinha. Um olhar mais próximo revela as pessoas escolhidas para esta homenagem do século XX à expansão marítima portuguesa, bem como a política que lhe deu origem.

Há mais para ver do que a conhecida fotografia da proa do monumento. As figuras são diferentes de cada lado e incluem um poeta, um pintor e um matemático, além de navegadores e governantes. Na praça, uma enorme rosa dos ventos rodeia um mapa-múndi com navios e datas. O miradouro acrescenta outra perspetiva, com o mapa em baixo e o mosteiro, os jardins e o rio em redor do monumento.

As esculturas e o mapa no pavimento tornam esta uma paragem interessante num passeio por Belém, mesmo sem visitar o interior. Quem se interessa por história encontrará nas origens do monumento, no século XX, tanto interesse como nas pessoas que homenageia.

Olhar de perto

A não perder.

Torre em forma de vela e figuras esculpidas do Padrão dos Descobrimentos contra um céu azul.
  1. O Infante D. Henrique na proa

    O Infante D. Henrique ocupa a frente, segurando um pequeno navio. Atrás dele, as figuras sobem em direção à grande vela de pedra. Comece um pouco mais atrás para apreciar a forma do monumento inteiro e aproxime-se depois para distinguir rostos, roupas e objetos. De perto, percebe-se como cada pessoa foi representada de forma diferente.

  2. Um cortejo diferente de cada lado

    Contorne os dois lados, em vez de fotografar apenas o primeiro a que chegar. Vasco da Gama e Pedro Álvares Cabral aparecem no lado oriental; a oeste estão o poeta Luís de Camões, o pintor Nuno Gonçalves e o matemático Pedro Nunes. D. Filipa de Lencastre, mãe do Infante, é a única mulher entre as figuras. Estas escolhas ajudam a perceber a versão da história nacional que o monumento foi concebido para celebrar.

  3. A rosa dos ventos e o mapa-múndi

    O pavimento a norte do monumento é uma obra por si só. Dentro da ampla rosa dos ventos, um mapa colorido traça rotas marítimas com navios e datas, enquanto criaturas marinhas e rostos a soprar decoram os oceanos. Procure os pormenores junto aos seus pés antes de subir ao miradouro: do alto vê-se o desenho completo, mas os pequenos motivos observam-se melhor ao nível do chão.

  4. Belém vista do miradouro

    O terraço oferece uma vista particularmente útil para compreender a disposição de Belém. A longa fachada do Mosteiro dos Jerónimos encontra-se para o interior, além dos jardins de desenho geométrico, enquanto o Tejo preenche a vista a sul. Olhe para a rosa dos ventos em baixo e depois ao longo da frente ribeirinha, em direção à torre. O interesse está na amplitude do cenário, por isso o tempo limpo faz diferença.

A perspetiva dos visitantes

O que dizem os visitantes.

A dimensão e o pormenor das esculturas causam uma forte impressão nos relatos que lemos. Os visitantes dizem frequentemente ter apreciado o monumento do exterior, com o rio, a ponte e a frente ribeirinha a enriquecer a experiência. Vários recomendam contornar os dois lados, onde aparecem figuras diferentes, e observar o mapa na praça.

Vale a pena subir?

Quem sobe elogia frequentemente a vista, sobretudo sobre o mosteiro e o rio. Considerar que a visita ao interior compensa depende em parte do interesse nessa perspetiva elevada. Alguns visitantes ficam satisfeitos com as esculturas ao nível do chão e preferem guardar tempo ou dinheiro para outra paragem.

Parte de um passeio por Belém

É fácil apreciar este monumento como parte de um passeio mais longo por Belém. Veja as figuras e o mapa no pavimento e decida depois se o terraço lhe interessa. Não precisa de visitar por dentro todos os monumentos próximos: escolher um ou dois deixa mais tempo para a própria frente ribeirinha.

Opiniões consultadas:

História

A história do lugar.

Mapa-múndi colorido e criaturas marinhas decorativas no pavimento junto ao Padrão dos Descobrimentos.

A primeira versão do monumento foi construída para a Exposição do Mundo Português, em 1940. O arquiteto Cottinelli Telmo e o escultor Leopoldo de Almeida criaram uma estrutura temporária para uma exposição que transformou a frente ribeirinha de Belém. Embora represente figuras de séculos muito anteriores, o monumento pertence ao século XX.

A exposição realizou-se durante o regime autoritário do Estado Novo. Recorreu à arquitetura, ao espetáculo e a episódios do passado cuidadosamente selecionados para incentivar o orgulho nacional e o apoio ao governo. Este contexto importa ao observar o cortejo de figuras heroicas. O monumento apresenta uma narrativa celebratória da expansão, deixando pouco espaço para a experiência dos povos submetidos ao domínio colonial português.

Em 1960 surgiu uma versão permanente, assinalando os quinhentos anos da morte do Infante D. Henrique. Construída em betão e pedra, manteve a grande forma de caravela e o cortejo esculpido. O interior foi remodelado em 1985 para acolher um miradouro, um auditório e um espaço de exposições. A sua função pública inclui hoje interpretar a história que o monumento original pretendia glorificar.

Planear a visita

Informações úteis.

Veja os dois lados antes de entrar
As esculturas exteriores e o mapa no pavimento constituem uma parte substancial da visita. Percorra-os primeiro e decida depois se também quer apreciar a vista do terraço. É possível conhecer o monumento sem comprar bilhete para o interior.
Escolha um dia limpo para o miradouro
O terraço compensa mais quando se consegue ver ao longo do rio e sobre o bairro envolvente. Se houver neblina ou chuva, observar as esculturas ao nível do chão pode ser uma melhor forma de aproveitar o tempo.
Olhe para lá das poses heroicas
O monumento é uma obra de escultura pública impressionante, mas também foi uma afirmação política. Saber que nasceu como parte da exposição de 1940 torna mais interessante observar as figuras, a escala e a posição junto ao rio.

Consulte o site oficial para horários e informações atualizadas sobre bilhetes.

Informações oficiais ↗

A zona

Pela frente ribeirinha de Belém

O monumento fica junto ao rio, do outro lado da estrada e da linha férrea em relação à Praça do Império e ao Mosteiro dos Jerónimos. Use a passagem pedonal subterrânea para chegar à frente ribeirinha a partir dos jardins. Daqui, continue para oeste junto ao Tejo, em direção à Torre de Belém, ou caminhe para leste, passando pela marina.

Morada

Padrão dos DescobrimentosAvenida Brasília1400-038 Lisboa
Mapa de Padrão dos Descobrimentos em Lisboa Abrir mapa
Mapa da zona© OpenStreetMap contributors · Dados do mapa

Perguntas sobre o lugar

Perguntas frequentes

Quem são as pessoas representadas no monumento?

O Infante D. Henrique encabeça o cortejo, acompanhado por outras 32 figuras ligadas à expansão portuguesa. Entre elas encontram-se navegadores, governantes, missionários, escritores e artistas. As figuras são diferentes de cada lado, por isso contorne o monumento inteiro.

O monumento foi construído na época dos Descobrimentos?

Não. A primeira versão, temporária, foi criada para a Exposição do Mundo Português, em 1940. O monumento permanente data de 1960, quinhentos anos após a morte do Infante D. Henrique.

Preciso de bilhete para o ver?

Pode observar as esculturas exteriores e a rosa dos ventos a partir do espaço público envolvente. A entrada no interior e no miradouro é separada. O exterior merece uma paragem por si só.

O elevador chega até ao miradouro?

Não. A entidade responsável descreve um percurso de elevador até ao sexto piso, seguido de 42 degraus numa escada estreita. O miradouro não é acessível a cadeiras de rodas. Contacte o monumento para saber que partes do interior se adequam às suas necessidades de acesso.

Posso combinar a visita com o Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém?

Sim. O mosteiro fica para o interior, do outro lado da estrada e da linha férrea, com ligação pela passagem pedonal subterrânea. A Torre de Belém encontra-se mais a oeste, junto ao rio. Conte com o tempo de caminhada entre os locais, além do tempo que pretende passar em cada atração.

Fontes e revisão

Equipa editorial da Visitar
Este guia baseia-se em informações oficiais para visitantes, documentação histórica e das coleções e uma seleção de opiniões individuais de viajantes.

Os tempos de visita são estimativas. O guia foi elaborado a partir de fontes publicadas, sem uma inspeção no local. As datas das fotografias constam das legendas da galeria.

Conteúdo revisto: · Visitar.com

Créditos de fotografia

Imagem redimensionada; fonte e licença indicadas.