Edifício branco do Museu do Oriente junto à estrada, na frente ribeirinha de Alcântara.
O museu ocupa um antigo armazém frigorífico junto ao rio.

Museu de arte asiática e história cultural · Frente ribeirinha de Alcântara

Museu do Oriente

Museu do Oriente

Biombos, porcelanas e artes performativas revelam ligações entre Portugal e as culturas da Ásia.

De relance

Essencial

Zona
Frente ribeirinha de Alcântara
Tipo
Museu de arte asiática e história cultural

Quanto tempo reservar

Arte, objetos e tradições performativas

90–150 min

Tempo para os principais temas da coleção e para observar de perto alguns biombos, porcelanas e outras peças de execução artesanal.

O que ver

Porquê visitar Museu do Oriente

Um biombo pintado ou um prato de porcelana podem contar uma história surpreendentemente complexa. No Museu do Oriente, os objetos feitos na Ásia registam os gostos, as crenças e as relações comerciais que os levaram a atravessar o mundo. Ao observar de perto, começa a perceber como os artífices respondiam a clientes pouco familiares, como as imagens viajavam e quanto pode revelar um pequeno pormenor decorativo.

O museu oferece uma perspetiva diferente da história marítima encontrada noutros lugares da cidade. Aqui, a atenção centra-se nos objetos e nas culturas que os produziram, sendo as ligações portuguesas um dos fios de um tema muito mais amplo. As coleções abrangem também as artes performativas e as tradições religiosas, dando à visita mais variedade do que uma exposição apenas de mercadorias.

Reserve tempo se gosta de arte asiática, do trabalho artesanal decorativo ou da história dos contactos culturais. É um museu para observar sem pressa, com exposições ricas e explicações que merecem atenção. Também pode interessar a crianças mais velhas com curiosidade pelos países representados, sobretudo se escolher alguns objetos para explorar em conjunto, em vez de tentar ver todas as vitrinas.

Olhar de perto

A não perder.

Cadeira reclinável diante de um tecido vermelho ricamente decorado no Museu do Oriente.
  1. Biombos que pedem mais do que um olhar

    Os biombos chineses e japoneses merecem ser vistos a diferentes distâncias. Afaste-se para apreciar a composição completa e observe depois uma parte da superfície pintada de perto. Figuras, edifícios e pequenos episódios podem transformar o que parecia apenas decoração num relato pormenorizado de um lugar ou de um encontro. Dedique tempo suficiente a um biombo para esses detalhes se revelarem.

  2. Objetos feitos para clientes distantes

    Procure o encontro entre o trabalho artesanal asiático e o gosto europeu na porcelana, no mobiliário e noutras peças decorativas. Um brasão num prato é uma pista útil sobre o cliente para quem foi feito. A pergunta mais interessante é muitas vezes como o artífice interpretou a encomenda, e não apenas onde o objeto acabou por chegar.

  3. A coleção Kwok On

    Esta coleção dedica-se às artes performativas, ao ritual e às tradições religiosas populares da Ásia, reunindo máscaras, marionetas, trajes e instrumentos musicais. Ao explorar as peças selecionadas para exposição, leia como eram usadas. Uma máscara pensada para o movimento e a atuação ganha muito mais significado quando a consegue imaginar fora da vitrina.

  4. A perícia numa pequena superfície

    Não deixe que a dimensão das peças maiores o faça passar pelas mais pequenas sem reparar nelas. A decoração, as uniões e os minúsculos pormenores pintados podem revelar uma paciência extraordinária. Escolha um material que lhe interesse, como a porcelana ou a laca, e acompanhe-o em alguns exemplos. Isso dá um fio condutor acessível a uma coleção variada, sem a reduzir a uma lista de países.

A perspetiva dos visitantes

O que dizem os visitantes.

Quem gosta de artes decorativas encontra muitas vezes aqui mais do que esperava. Os biombos, a porcelana e a variedade das coleções têm grande destaque nos relatos. Várias pessoas descrevem uma visita absorvente, fora do circuito turístico mais movimentado, com conteúdos suficientes para prender a atenção de quem já se interessa pelas culturas asiáticas.

Pormenores ricos, iluminação reduzida

A iluminação reduzida é uma reserva recorrente, sobretudo na leitura das legendas. A quantidade de conteúdos também pode tornar-se cansativa numa visita longa. Alguns relatos mencionam dificuldade em encontrar a entrada, pelo que ajuda planear o acesso, sem presumir que a localização junto ao rio torna tudo imediatamente evidente.

Escolha o que prende o seu interesse

Dedique uma parte generosa do seu tempo aos objetos de que mais gosta. As opiniões mais positivas descrevem descobertas e atenção a peças específicas, em vez de uma passagem rápida por todas as salas. Uma visita concentrada em alguns interesses, com tempo para ler, tende a deixar uma impressão mais clara do que continuar depois de perder a concentração.

Opiniões consultadas:

História

A história do lugar.

Prato de porcelana decorado com um brasão no Museu do Oriente.

O museu abriu em 2008 como uma importante expressão pública do trabalho da Fundação Oriente. Uma das principais coleções examina a presença portuguesa na Ásia através da arte e de materiais documentais. Objetos de diferentes países e épocas reúnem, num mesmo relato, o comércio, a crença, o colecionismo e os contactos culturais.

A coleção Kwok On teve um percurso diferente. O investigador Jacques Pimpaneau desenvolveu-a a partir de objetos que lhe foram oferecidos em 1971 por Kwok On, um banqueiro de Hong Kong com grande interesse pelo teatro chinês. A coleção cresceu e passou a documentar de forma muito mais ampla as tradições performativas asiáticas, antes de ser doada à Fundação Oriente em 1999.

O edifício tem a sua própria ligação à circulação de mercadorias. Conhecido como Edifício Pedro Álvares Cabral, foi construído como armazém frigorífico de bacalhau. A conversão em museu preservou um importante exemplo de arquitetura industrial ribeirinha e deu ao interior uma finalidade inteiramente diferente. A sobriedade do exterior torna ainda mais marcantes os objetos elaborados que se encontram lá dentro.

Planear a visita

Informações úteis.

Escolha um fio condutor na coleção
Há aqui pormenores suficientes para esgotar a atenção se tentar dar a tudo o mesmo peso. Comece pelos temas gerais e siga depois um país, material ou tipo de objeto que lhe interesse. Deixe espaço para seguir algo inesperado.
Leia as legendas com tempo
Algumas galerias têm iluminação reduzida, o que pode tornar mais lenta a leitura das explicações detalhadas. Pare nos objetos que mais lhe interessam, em vez de tentar assimilar todos os painéis. Conhecer o contexto de uma peça bem escolhida revela muitas vezes mais do que passar depressa por várias vitrinas.
Reserve uma parte do dia para o museu
Uma visita seletiva pode preencher uma hora e meia; quem tem maior interesse poderá querer ficar bastante mais tempo. Planeie uma pausa antes de acrescentar outro museu de grande dimensão. A localização funciona melhor quando inclui deliberadamente Alcântara no dia, em vez de considerar o museu uma paragem rápida no centro histórico.

Consulte o site oficial para horários e informações atualizadas sobre bilhetes.

Informações oficiais ↗

A zona

As culturas da Ásia na frente ribeirinha de Alcântara.

O museu ocupa um antigo armazém de grandes dimensões junto à Avenida Brasília, na Doca de Alcântara Norte. Apesar do nome, não fica perto da estação do Oriente nem do Parque das Nações. Planeie a deslocação para a frente ribeirinha de Alcântara e use a morada completa do museu ao organizar o transporte. As estradas e linhas ferroviárias próximas aconselham a identificar o acesso pedonal antes de sair.

Morada

Museu do OrienteAvenida Brasília, Doca de Alcântara (Norte)1350-352 Lisboa
Mapa de Museu do Oriente em Lisboa Abrir mapa
Mapa da zona© OpenStreetMap contributors · Dados do mapa

Perguntas sobre o lugar

Perguntas frequentes

O museu fica perto da estação do Oriente?

Não. Fica na frente ribeirinha de Alcântara, a oeste do centro histórico. A estação do Oriente situa-se no Parque das Nações, noutra parte da cidade.

O museu aborda apenas a história portuguesa?

Não. As ligações de Portugal à Ásia são um dos grandes temas das coleções. O museu explora também a arte, as tradições culturais e as artes performativas asiáticas pelo seu valor próprio.

O que é a coleção Kwok On?

É uma coleção ligada às artes performativas, ao ritual e às tradições religiosas populares da Ásia. Inclui máscaras, marionetas, trajes e instrumentos; a seleção exposta muda.

Quanto tempo devo reservar?

Reserve cerca de 90 minutos a duas horas e meia, consoante a quantidade de explicações que queira ler. Se tem especial interesse em arte asiática, escolha uma visita mais longa com uma pausa.

Fontes e revisão

Equipa editorial da Visitar
Este guia baseia-se em informações oficiais para visitantes, documentação histórica e das coleções e uma seleção de opiniões individuais de viajantes.

Os tempos de visita são estimativas. O guia foi elaborado a partir de fontes publicadas, sem uma inspeção no local. As fotografias têm as fontes identificadas e podem mostrar exposições ou espaços tal como eram noutras datas.

Conteúdo revisto: · Visitar.com

Créditos de fotografia

Imagem redimensionada; fonte e licença indicadas.