Arquitetura e frente ribeirinha
30–45 min
Um passeio pelos exteriores da galeria e da central, com tempo para a zona ribeirinha e para o percurso público da cobertura, quando acessível.

Arte, arquitetura e património industrial · Belém
MAAT - Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia
Uma galeria branca de linhas curvas e uma central elétrica de tijolo partilham a frente ribeirinha de Belém. Observe a arquitetura por fora e entre depois para escolher entre arte contemporânea e as máquinas que abasteceram a cidade de eletricidade.
De relance
30–45 min
Um passeio pelos exteriores da galeria e da central, com tempo para a zona ribeirinha e para o percurso público da cobertura, quando acessível.
90–150 min
Tempo para a Central Tejo, o programa contemporâneo e uma volta pelo exterior. O seu interesse nas exposições determinará quanto tempo fica.
Fotografias
O que ver
O MAAT reúne dois edifícios muito diferentes junto ao Tejo. A galeria baixa, revestida de cerâmica, tem uma cobertura que se integra no passeio ribeirinho. Ao lado, a Central Tejo, de tijolo vermelho, preserva a escala e as máquinas de uma antiga central elétrica. Arte, arquitetura e história industrial oferecem motivos diferentes para visitar.
O contraste é o ponto de partida. No exterior, a galeria muda de forma à medida que a contorna, com a luz a incidir no revestimento sob a borda saliente. Dentro da central, caldeiras, tubagens e passadiços metálicos tornam a produção de eletricidade algo concreto e de dimensões surpreendentes. As galerias contemporâneas acrescentam outra experiência, definida pelo programa de exposições, em vez de uma apresentação permanente sala a sala.
O MAAT pode interessar a vários tipos de visitante, mas não necessariamente da mesma maneira. Quem gosta de arquitetura pode preferir o exterior e a cobertura; quem se interessa por engenharia encontrará muito na Central Tejo. Escolha as galerias contemporâneas em função das obras expostas, sobretudo se a arte moderna não costuma ser a sua primeira opção.
Olhar de perto
Aproxime-se de mais do que uma direção. De lado, o edifício desenha uma curva baixa junto à água; perto da entrada, a borda saliente torna-se muito mais marcante. Observe a parte inferior, além do perfil. A luz refletida pelo rio e o padrão da superfície cerâmica dão à arquitetura pormenores que uma fotografia distante pode não captar.
A cobertura forma um terraço ao ar livre, em vez do topo escondido de um museu convencional. Ao percorrer o trajeto aberto ao público, o rio e a ponte passam a fazer parte da experiência arquitetónica. Percorra também o recinto: o espaço entre os dois edifícios ajuda a apreciar os seus materiais e proporções muito diferentes. Respeite as restrições de acesso à cobertura que existirem no dia.
No interior da antiga central, os equipamentos originais mostram a função do edifício. A exposição explica como a queima de carvão aquecia água para produzir vapor, que acionava turbinas para gerar eletricidade. A escala surpreende. Caldeiras, tubagens e passadiços envolvem o visitante, tornando especialmente fácil imaginar a vida de trabalho do edifício.
O programa da galeria pode abranger arte, arquitetura e tecnologia. As salas foram desenhadas para receber diferentes tipos de obras, por isso a experiência no interior muda com as exposições. Consulte o programa antes de decidir quanto tempo lhe dedicar. Se algum tema lhe interessa especialmente, reserve tempo para conhecer esse trabalho, em vez de esperar uma continuação rápida da visita à central.
A perspetiva dos visitantes
A arquitetura e a localização junto ao rio recebem muitos elogios nos relatos que lemos. Os visitantes gostam de contornar a galeria e olhar em direção à ponte, por vezes sem entrar. Entre quem explora os interiores, a antiga central é uma surpresa frequente: as máquinas e a escala industrial podem tornar-se a parte mais memorável da visita.
As reações às galerias contemporâneas são mais divididas. Alguns visitantes identificam-se com as obras expostas; outros acham o exterior mais interessante do que as exposições. Alguns relatos também revelam confusão entre os dois edifícios, com pessoas a descobrirem demasiado tarde que não tinham visitado a central.
Decida o que procura no MAAT antes de chegar. Se lhe interessam as máquinas e a história industrial, reserve tempo suficiente para a Central Tejo. Avalie o programa contemporâneo pelo seu próprio interesse e guarde algum tempo para a frente ribeirinha. Dar tempo a cada parte transforma as diferenças entre elas numa vantagem.
Opiniões consultadas:
História

A Central Tejo começou a produzir eletricidade em 1909 e foi ampliada nas décadas seguintes. A sua posição junto ao rio servia uma cidade industrial com uma procura crescente de energia. As fachadas de tijolo envolvem grandes estruturas metálicas e máquinas, combinando um exterior cuidadosamente desenhado com as exigências práticas de uma fábrica de eletricidade.
Depois de deixar de funcionar, a central foi preservada e abriu como Museu da Eletricidade em 1990. O restauro dos edifícios e equipamentos permitiu manter visível a história industrial. A exposição permanente A Fábrica da Eletricidade é hoje uma parte central da visita ao MAAT Central.
A galeria contemporânea abriu em 2016, com projeto do atelier AL_A, de Amanda Levete. Em vez de colocar um volume convencional junto à antiga central, os arquitetos criaram um edifício baixo que os visitantes podem contornar e percorrer por cima. O projeto paisagístico de Vladimir Djurovic ligou os espaços ribeirinhos. O conjunto permite que o edifício industrial antigo e a nova galeria mantenham identidades próprias.
Planear a visita
Consulte o site oficial para horários e informações atualizadas sobre bilhetes.
Informações oficiais ↗A zona
O MAAT fica na Avenida Brasília, do lado do rio em relação à linha férrea e a leste do centro de Belém. Os caminhos ribeirinhos ligam a galeria e a central, enquanto as passagens pedonais ligam o recinto ao bairro do outro lado. É uma paragem natural num passeio mais longo junto ao Tejo, com a Ponte 25 de Abril em destaque a leste.
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Perguntas sobre o lugar
Significa Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia. O nome reflete os diferentes temas reunidos no recinto.
O antigo Museu da Eletricidade, na Central Tejo, faz agora parte do MAAT. O recinto inclui a central de tijolo vermelho, a galeria contemporânea ao lado e os espaços exteriores entre ambas.
Sim. O cenário ribeirinho e o exterior da galeria são atrativos importantes por si só. O percurso público ao ar livre permite apreciar a arquitetura, sujeito às restrições de acesso que possam existir no local.
Comece pela exposição A Fábrica da Eletricidade, na Central Tejo. Usa as máquinas e os espaços industriais da antiga central para explicar a produção de eletricidade. A galeria contemporânea oferece uma experiência diferente, determinada pela programação.
Cerca de 30–45 minutos são suficientes para a arquitetura e a frente ribeirinha. Reserve aproximadamente 90 minutos a duas horas e meia para visitar o interior da central e das galerias, conforme as exposições e os seus interesses.
Equipa editorial da Visitar
Este guia baseia-se em informações oficiais para visitantes, documentação histórica e das coleções e uma seleção de opiniões individuais de viajantes.
Os tempos de visita são estimativas. O guia foi elaborado a partir de fontes publicadas, sem uma inspeção no local. As datas das fotografias constam das legendas da galeria.
Conteúdo revisto: · Visitar.com
Imagem redimensionada; fonte e licença indicadas.