Degraus largos e um espelho de água em frente à fachada baixa de betão do Museu Calouste Gulbenkian.
A entrada principal do museu, fotografada em 2017.

Museu de arte e jardins · Avenidas Novas

Museu Calouste Gulbenkian

Museu Calouste Gulbenkian

Joias de Lalique, azulejos otomanos e pintura europeia preenchem um museu criado em torno do gosto extraordinário de um colecionador. Reserve tempo para a arte e siga depois para os jardins.

De relance

Essencial

Zona
Avenidas Novas
Tipo
Museu de arte e jardins

Quanto tempo reservar

A coleção do museu

90–150 min

Tempo para explorar a coleção principal a um ritmo tranquilo. Acrescente cerca de meia hora para o jardim, ou mais tempo se também quiser visitar o CAM.

O que ver

Porquê visitar Museu Calouste Gulbenkian

O Museu Calouste Gulbenkian reúne obras de arte colecionadas ao longo de uma vida, do antigo Egito ao início do século XX. A diversidade é invulgarmente ampla, mas o ambiente é intimista: galerias baixas, objetos cuidadosamente escolhidos e janelas voltadas para os jardins. É um dos lugares mais gratificantes de Lisboa para passar algumas horas sem pressa.

Pode vir por causa de um pintor conhecido e sair a pensar numa joia ou numa peça de cerâmica. A coleção percorre culturas e materiais diferentes, tornando fácil descobrir algo inesperado sem precisar de saber muito de história da arte. As joias fantásticas de René Lalique são um atrativo especial, enquanto o edifício dá à visita um ritmo próprio. As vistas para a vegetação e a água oferecem uma pausa agradável entre salas cheias de pormenores.

Quem gosta de arte pode passar aqui grande parte de um dia, mas não é preciso conhecer os artistas de antemão. A variedade também se adequa a uma primeira visita a um museu. Com crianças, escolha alguns objetos marcantes para procurar e deixe tempo para explorarem o jardim em conjunto.

Olhar de perto

A não perder.

Estátua de mármore de Diana, de Houdon, com um arco e o corpo numa pose de movimento.
  1. A extraordinária Libélula de Lalique

    Observe de perto o ornamento de corpete Libélula, de René Lalique. A cabeça e a parte superior do corpo de uma mulher, em verde, emergem de um inseto de largas asas esmaltadas, transformando uma joia numa pequena criatura inquietante. Criada por volta de 1897–98, combina ouro, esmalte e pedras com uma inventividade surpreendente. As asas articuladas e a mistura de formas humanas e de inseto são tão interessantes como os materiais preciosos.

  2. A Diana de Houdon

    Jean-Antoine Houdon esculpiu em mármore a deusa romana da caça em 1780. A pose sugere movimento, com uma perna levantada e um braço estendido, mas a figura inteira transmite um notável equilíbrio. Observe as plantas junto aos pés: ajudam a sustentar o mármore, além de fazerem parte do tema da escultura. Gulbenkian adquiriu a obra à coleção do Hermitage em 1930.

  3. A cor da cerâmica otomana

    A cerâmica e os azulejos de Iznik convidam a uma pausa entre a pintura e a escultura. Procure os caules sinuosos, as flores e os azuis, verdes e vermelhos associados a estas oficinas otomanas. Uma grande caneca do século XVI é decorada como um jardim, com flores que se erguem a partir da base. A asa evoca até as costuras dos recipientes de couro que deram origem a esta forma cerâmica.

  4. O museu e o seu jardim

    Olhe pelas janelas das galerias, além de observar as obras expostas. O edifício foi desenhado em torno de pátios ajardinados, integrando as árvores e a luz natural em mudança na experiência de ver arte. No exterior, os caminhos passam entre relvados, lagos e vegetação densa. Um passeio por aqui dá tempo para pensar no que viu antes de regressar ao trânsito das avenidas envolventes.

A perspetiva dos visitantes

O que dizem os visitantes.

A diversidade da coleção é um motivo de satisfação recorrente nos relatos que lemos. Os visitantes destacam a pintura europeia, as artes decorativas e as joias de Lalique, muitas vezes a par de algo que não esperavam apreciar. O jardim também recebe muitos elogios, tornando o enquadramento parte da visita, em vez de ser apenas o espaço em redor do museu.

Saiba que coleção pretende visitar

Algumas opiniões referem tanto a coleção do fundador como o CAM, embora ofereçam experiências bastante diferentes. Várias pessoas preferem a coleção histórica; outras gostam de acrescentar arte moderna. Vale a pena decidir o que lhe interessa, sem assumir que a visita tem de incluir todos os edifícios. Os comentários mais antigos sobre a coleção são úteis para identificar obras favoritas, mas não para saber o que está exposto numa determinada sala.

Dedique tempo aos objetos mais pequenos

Reserve tempo para os objetos pelos quais é fácil passar depressa, sobretudo joias, cerâmicas e manuscritos. Observar alguns de perto pode ser mais gratificante do que correr de uma pintura célebre para outra. Depois, o jardim é um lugar agradável para fazer uma pausa antes de continuar o dia.

Opiniões consultadas:

História

A história do lugar.

Painel de azulejos com flores, folhas e caules sinuosos em azul, verde e branco.

Calouste Sarkis Gulbenkian foi um empresário e colecionador de arte de origem arménia que adquiriu a cidadania britânica em 1902. A atividade na indústria petrolífera deu-lhe os meios para comprar arte a uma escala excecional. Ao longo de mais de cinquenta anos, reuniu uma coleção orientada pelos seus gostos pessoais, com o conselho de especialistas, sem procurar contar uma história completa da arte.

Veio para Portugal durante a Segunda Guerra Mundial e instalou-se em Lisboa em 1942, vivendo no Hotel Aviz até à sua morte, em 1955. O testamento previu a criação de uma fundação, estabelecida no ano seguinte, e a conservação da coleção. Reunir as obras em Portugal levou tempo: as peças encontravam-se em diferentes países e a sua transferência exigiu negociações demoradas.

O museu abriu em 1969. Os arquitetos Ruy Jervis d'Athouguia, Pedro Cid e Alberto Pessoa desenharam-no especificamente para a coleção, como parte do conjunto mais amplo da fundação. Os arquitetos paisagistas Gonçalo Ribeiro Telles e António Viana Barreto criaram o jardim envolvente. A relação próxima entre as galerias e a vegetação continua a ser uma das qualidades mais singulares da visita.

Planear a visita

Informações úteis.

Escolha algumas obras para observar com tempo
A coleção abrange muitos séculos, por isso tentar dar a mesma atenção a todos os objetos pode tornar-se cansativo. Escolha algumas peças que lhe interessem, sejam joias, pinturas, têxteis ou arte antiga, e dê-se tempo para as observar bem.
Distinga o museu do CAM
O Museu Calouste Gulbenkian alberga a coleção do fundador. O Centro de Arte Moderna, habitualmente abreviado para CAM, é uma instituição separada noutra parte do recinto, dedicada à arte moderna e contemporânea. Decida se quer conhecer uma coleção ou ambas antes de planear a duração da visita.
Reserve tempo para o jardim
A visita ao museu não precisa de acabar na última vitrina. Guarde algum tempo para os caminhos e relvados no exterior, sobretudo se tiver passado um par de horas no interior. O jardim também permite fazer uma pausa quando as pessoas do grupo têm diferentes graus de interesse pela arte.

Consulte o site oficial para horários e informações atualizadas sobre bilhetes.

Informações oficiais ↗

A zona

Arte e jardins nas Avenidas Novas

O museu fica no lado norte do recinto da Gulbenkian, com acesso pela Avenida de Berna. São Sebastião e Praça de Espanha são as estações de metro mais próximas. O jardim liga o museu aos outros edifícios da fundação, incluindo o Centro de Arte Moderna, que é um espaço separado. Reserve tempo para encontrar a entrada certa, em vez de se dirigir à primeira galeria que vir.

Morada

Museu Calouste GulbenkianAvenida de Berna, 45A1067-001 Lisboa
Mapa de Museu Calouste Gulbenkian em Lisboa Abrir mapa
Mapa da zona© OpenStreetMap contributors · Dados do mapa

Perguntas sobre o lugar

Perguntas frequentes

Pelo que é mais conhecido o museu?

A coleção é especialmente apreciada pela diversidade e qualidade, incluindo joias e vidros de René Lalique, pintura europeia, cerâmica e têxteis islâmicos e arte antiga. O ornamento de corpete Libélula é uma das suas obras mais reconhecíveis.

Quanto tempo devo reservar?

Reserve aproximadamente 90 minutos a duas horas e meia para a coleção principal. Quem tem um interesse especial pode querer ficar mais tempo. Acrescente tempo para o jardim e faça uma estimativa separada se também pretender visitar o CAM.

Este museu é o mesmo que o Centro de Arte Moderna?

Não. São museus separados dentro do recinto da Gulbenkian. O Museu Calouste Gulbenkian apresenta a coleção histórica do fundador; o CAM dedica-se à arte moderna e contemporânea, com uma importante coleção portuguesa.

Preciso de saber de arte para apreciar a coleção?

Não. A variedade de objetos oferece muitos pontos de interesse, do desenho de uma joia à expressão num retrato. Escolher uma pequena lista de obras para procurar pode ser mais agradável do que tentar estudar cada galeria em pormenor.

Todas as obras mencionadas estarão expostas?

Alguns objetos podem ser emprestados ou retirados para conservação. Se o principal motivo da visita for ver uma determinada obra, confirme diretamente com o museu antes de se deslocar. O guia destaca a coleção, sem prometer uma exposição fixa em cada sala.

Fontes e revisão

Equipa editorial da Visitar
Este guia baseia-se em informações oficiais para visitantes, documentação histórica e das coleções e uma seleção de opiniões individuais de viajantes.

Os tempos de visita são estimativas. O guia foi elaborado a partir de fontes publicadas, sem uma inspeção no local. As datas das fotografias constam das legendas da galeria.

Conteúdo revisto: · Visitar.com

Créditos de fotografia

Imagem redimensionada; fonte e licença indicadas.