Visitantes em redor de uma mesa interativa sob um globo no museu Quake, em Lisboa.
Uma sala de exposição do Quake, fotografada em 2023.

Museu de história imersivo · Belém

Quake: Museu do Terramoto de Lisboa

Quake - Museu do Terramoto de Lisboa

Entre numa recriação da Lisboa do século XVIII, viva a sequência do terramoto e descubra como a cidade foi reconstruída. O Quake transforma a história por trás das ruas numa experiência envolvente.

De relance

Essencial

Zona
Belém
Tipo
Museu de história imersivo

Quanto tempo reservar

A experiência completa do museu

90–110 min

A sequência principal dura cerca de 90 minutos. Reserve um pouco mais de tempo no local para a chegada e para entrar e sair da experiência.

O que ver

Porquê visitar Quake: Museu do Terramoto de Lisboa

O Quake é um museu moderno em Belém dedicado ao terramoto de 1755 e às suas consequências. O percurso passa por uma sequência de salas que combinam cenários recriados, projeções, som e um simulador de sismos. A história começa na cidade antes da catástrofe e continua com as decisões que moldaram a sua reconstrução.

Muitos lugares em Lisboa referem o terramoto sem explicar a profundidade da transformação que provocou na cidade. O Quake dá a essa história uma narrativa clara e um cenário concreto. As ruas recriadas ajudam a imaginar a cidade antiga; as secções seguintes relacionam a destruição com questões de ciência, governação e reconstrução. O resultado mais útil pode surgir depois, quando as ruas direitas e as fachadas regulares da Baixa começam a fazer mais sentido.

É indicado para quem gosta de história apresentada através de cenários e de uma narrativa audiovisual. Também pode cativar crianças que têm dificuldade em acompanhar uma exposição convencional de objetos. A simulação é apenas uma parte da visita, por isso escolha o Quake pela história completa, sem esperar uma longa atração de emoções fortes.

Olhar de perto

A não perder.

Rua recriada do século XVIII, com um arco, potes e barris, no Quake.
  1. A cidade antes da catástrofe

    Os cenários de rua recriados apresentam a cidade antes do terramoto. Observe as lojas, os objetos e os pormenores domésticos em vez de esperar impacientemente pelo início dos abalos. São interpretações modernas, não espaços que sobreviveram desde 1755, mas dão ao relato histórico uma escala que uma data numa legenda de museu não consegue transmitir.

  2. A sequência do terramoto

    Plataformas móveis, som e imagens projetadas encenam o terramoto num ambiente recriado. O objetivo é tornar a história fisicamente mais próxima. Acompanhe a sequência como uma forma de interpretação: não reproduz todos os aspetos de uma catástrofe real, e a experiência é bastante mais ampla do que esta secção.

  3. A decisão de reconstruir de outra forma

    A história da reconstrução explica por que razão a parte baixa da cidade passou a ter ruas mais largas e um plano regular. Procure as maquetas e os desenhos do sistema de construção com estrutura de madeira conhecido como gaiola pombalina. A estrutura reforçada por travamentos destinava-se a melhorar a resistência aos movimentos sísmicos. A técnica construtiva e o novo plano das ruas faziam parte da mesma ambição mais ampla.

  4. Do acontecimento histórico à questão científica

    O museu também aborda a forma como os sismos ocorrem e como se compreendem os seus efeitos. Depois de 1755, as autoridades recolheram observações nas paróquias de todo o país. Esse esforço de comparação de testemunhos traz outro tipo de intensidade à história: pessoas a tentar compreender algo que tinha abalado as suas certezas sobre o mundo.

A perspetiva dos visitantes

O que dizem os visitantes.

Os visitantes que gostam do Quake tendem a elogiar a forma como torna mais claros o terramoto e a reconstrução de Lisboa. Os cenários e a apresentação audiovisual ajudam a tornar acessível uma história complexa, incluindo a algumas famílias. Vários relatos descrevem uma nova forma de olhar para a cidade depois da visita, um benefício mais duradouro do que os poucos momentos no simulador.

A história conta mais do que os abalos

As expectativas fazem uma diferença evidente. Alguns visitantes esperavam uma atração mais intensa, enquanto outros valorizaram a explicação histórica. Alguns acharam a apresentação excessivamente elaborada. O motivo mais forte para vir é o interesse pelo tema aliado ao gosto por uma narrativa encenada.

Prepare-se para acompanhar a sequência

Há também comentários sobre o ritmo, com algumas pessoas a desejarem mais tempo para assimilar certas secções. Venha preparado para acompanhar a narrativa e para ouvir, além de olhar. Tratar cada sala sobretudo como uma oportunidade para fotografar pode fazer perder o fio à experiência.

Opiniões consultadas:

História

A história do lugar.

Visitante junto a uma maqueta de uma estrutura de madeira de um edifício e a desenhos projetados na exposição do Quake.

A 1 de novembro de 1755, um grande terramoto atingiu Lisboa. A catástrofe foi agravada por um tsunami e por incêndios, deixando devastada grande parte da cidade baixa. As consequências foram além da destruição de edifícios, suscitando debates sobre a natureza, a religião e as responsabilidades do poder político.

Em 1756, Sebastião José de Carvalho e Melo, futuro Marquês de Pombal, organizou um inquérito através das paróquias do país. As perguntas abrangiam os abalos, as alterações dos níveis da água, os danos e as perdas de vidas. As respostas que chegaram até nós são importantes porque registam observações de muitos lugares, em vez de dependerem de um único relato dramático.

A reconstrução da Baixa introduziu um plano regular de ruas e novas formas de construir. O Quake apoia-se na investigação histórica e científica para interpretar essa história numa exposição moderna. Os cenários devem, por isso, ser entendidos como uma forma de explicar o passado, com a cidade que subsiste no exterior a oferecer o capítulo seguinte da visita.

Planear a visita

Informações úteis.

Escolha uma língua que compreenda bem
Além de muito para observar, há uma narrativa para acompanhar. Use uma língua que compreenda facilmente para que os efeitos não o distraiam das explicações que ligam a história.
Venha preparado para uma experiência com horário
Não é uma galeria que se percorre pela ordem e durante o tempo que se quiser. Os grupos avançam juntos pela sequência. Siga as instruções de chegada da sua reserva e evite marcar outro compromisso logo a seguir.
Leve a história de volta às ruas
Se o itinerário permitir, deixe um passeio pela Baixa para depois. Observar as suas ruas largas e fachadas repetidas após o Quake dá à secção da reconstrução uma ligação visível com a cidade que está a visitar.

Consulte o site oficial para horários e informações atualizadas sobre bilhetes.

Informações oficiais ↗

A zona

Por trás da frente ribeirinha de Belém

O Quake fica na Rua Cais da Alfândega Velha, perto da estação de Belém e do Museu Nacional dos Coches. O MAAT e a zona ribeirinha estão próximos, tornando-o uma boa opção de interior num dia mais alargado pela zona. A experiência segue uma sequência com horário definido, por isso deixe margem suficiente entre a chegada a Belém e o início da visita.

Morada

Quake - Museu do Terramoto de LisboaRua Cais da Alfândega Velha, 391300-598 Lisboa
Mapa de Quake: Museu do Terramoto de Lisboa em Lisboa Abrir mapa
Mapa da zona© OpenStreetMap contributors · Dados do mapa

Perguntas sobre o lugar

Perguntas frequentes

O Quake é um museu ou uma atração de emoções fortes?

É uma experiência de história e ciência contada através de uma sequência de salas de exposição. Um simulador de sismos faz parte desse percurso, a par de ruas recriadas, projeções e da história da reconstrução da cidade.

Posso explorar ao meu ritmo?

A experiência principal segue uma progressão programada em grupo. É diferente de um museu convencional onde se pode circular livremente entre as galerias ou permanecer numa sala por tempo indeterminado.

Quanto tempo dura a visita?

A sequência principal dura aproximadamente 90 minutos. Conte com cerca de 90–110 minutos no local, além da antecedência de chegada indicada na reserva.

A experiência é adequada para crianças pequenas?

As regras de idade e participação diferem para o simulador e para os visitantes mais novos. Consulte as orientações atuais do museu para as idades do seu grupo antes de reservar. As crianças que não gostam de sons fortes, escuridão ou cenas dramáticas podem apreciar menos o formato, mesmo cumprindo as regras de entrada.

As ruas e as salas são originais?

Não. São recriações modernas usadas para contar a história da Lisboa do século XVIII. O Quake interpreta o acontecimento histórico; não é um local de escavação de vestígios do terramoto.

Fontes e revisão

Equipa editorial da Visitar
Este guia baseia-se em informações oficiais para visitantes, documentação histórica e das coleções e uma seleção de opiniões individuais de viajantes.

Os tempos de visita são estimativas. O guia foi elaborado a partir de fontes publicadas, sem uma inspeção no local. As datas das fotografias constam das legendas da galeria.

Conteúdo revisto: · Visitar.com

Créditos de fotografia

Imagem redimensionada; fonte e licença indicadas.